XII Programa de Formação de Professores

“Transformação no Ensino e na Aprendizagem com Inteligência Artificial: casos, projetos e problemas” foi o tema do Módulo 2 do XII Programa de Formação de Professores do Consórcio STHEM que aconteceu on-line, Via Zoom, na última segunda-feira (dia 15), cujo objetivo foi capacitar os docentes a integrarem a Inteligência Artificial (IA) em suas práticas pedagógicas, visando promover um ensino mais eficaz e engajador.

O curso teve a participação da professora Ana Valéria Sampaio de Almeida Reis, da Faesa e do Consórcio STHEM, que iniciou o curso falando sobre inteligência híbrida e a importância de se entender a conexão que existe entre os seres humanos e a IA. A Inteligência Híbrida (IH) é um paradigma que combina a inteligência humana com a inteligência artificial para expandir as capacidades humanas a alcançar objetivos que nenhuma das duas poderia atingir isoladamente.

“Chamamos de inteligência híbrida a que mistura a inteligência humana com a IA e de como lidamos com elas em nosso dia a dia. Não basta saber quais são as ferramentas de IA generativas e o que elas podem fazer para ajudar os docentes em inúmeras tarefas (gerar um texto, elaborar uma citação, fazer uma pesquisa mais profunda, elaborar slides, criar um questionário, um quis, interpretar um texto), mas o propósito em nosso cenário educacional ao usá-las enriquecer os momentos de aprendizagem com os nossos estudantes”.

Segundo Ana Valéria destacou “é importante fazer uso da IA na aplicação de metodologia ativas em sala de aula para desenvolver o protagonismo dos estudantes, colocá-los no processo de construção de conhecimento, e de como tomar iniciativas para fazer da sua aprendizagem algo muito mais próspero e enriquecedor tanto no seu desenvolvimento pessoal quanto no profissional”.

A mestre enfatizou também que os docentes precisam olhar para suas atividades em sala de aula e pensarem nas estratégias ativas como instrumentos relevantes entre aquilo que planejam, o que tem como objetivo de aprendizagem, as competências necessárias que precisam ser desenvolvidas com os estudantes e os resultados que devem chegar. “Então quando nós olhamos esses objetivos, competências e resultados, quais são as estratégias que vamos usar para unir esses pontos? E quando olhamos para essas estratégias surgem um leque de opções de metodologias que podem ser aplicadas e, dentre elas, algumas instituições já utilizam e, inclusive, já inseriram no seu currículo como o desenvolvimento da aprendizagem por projetos, por problemas, por equipes, sala de aula invertida, modelo de rotação, além de outras estratégias para que os objetivos cheguem aos resultados esperados de uma forma muito mais participativa dos estudantes”.

Para Ana Valéria fazer uso da IH sugere uma trilha de aprendizagem de retomada de conceitos e informações, direcionadora e não de personalização da aprendizagem. “Não sei se poderia chamar o uso da IH como ferramenta de personalização, é um termo que normalmente se usa, mas eu usaria como direcionadora porque vai de acordo com o padrão e não dá para padronizar porque as pessoas são muito diferentes. Mas temos de observar que essa mistura que temos do poder da IH, faz com que tenhamos o nosso lado muito humano da intuição, da criatividade e da contextualização associada à precisão, escalabilidade e a análise de dados que é gerada por meio da IA numa velocidade espantosa. Ou seja, o poder dessa inteligência híbrida consiste nessa capacidade de aprendizado contínuo. No entanto, sabemos que a IA ainda é limitada, porque não sabe trabalhar com as emoções que nós colocamos em tudo que fazemos”, finalizou.

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