
XI Fórum Internacional de Inovação Acadêmica
O segundo dia do XI Fórum Internacional de Inovação do STHEM registrou em vários trabalhos a abordagem de novas ferramentas que potencializam o aprendizado de estudantes, como gameficação, role-playing, Kahoot e Chat GPT. Na sessão 5, esses temas estiveram presentes nas apresentações da Sala 3, das áreas de Ciências da Saúde e Biológicas, sob a coordenação da professora Aline Pinheiro.
A professora Amanda de Carvalho Pereira de Moraes, da Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIT), abriu a sessão com a apresentação de dois trabalhos: “Role-playing no ensino médico: uma abordagem interativa para o tratamento das doenças inflamatórias intestinais” e “Gameficação no ensino da fisiologia: estratégia ativa para compreensão sobre a secreção gástrica”.
O primeiro trabalho teve como objetivo desenvolver habilidades clínicas e comunicacionais diante da complexidade teórica de temas como a fisiopatologia e as doenças inflamatórias intestinais (DII) como Crohn e Retocolite Ulcerativa. “Usamos o Role-Playing que é uma metodologia de ensino baseada em simulação de papéis e onde os alunos assumem diferentes posições: como médico, paciente, ou acompanhante e simulam situações clínicas reais em um ambiente protegido. A intenção foi integrar teoria e prática e estimular no aluno a autonomia e o pensamento crítico e os resultados foram uma melhora na comunicação com pacientes, aumento da segurança clínica e maior empatia e compreensão do ponto de vista do paciente”, explicou Amanda Moraes.
O segundo trabalho mostrou como abordagens interativas por meio da gamificação pode ampliar o engajamento dos estudantes. “A aula de revisão da fisiologia da secreção ácida gástrica é fundamental acontecer antes da aula de farmacologia e dos medicamentos que controlam a acidez do estômago e nem sempre métodos tradicionais favorecem a retenção e aplicação do conteúdo. Então montamos um quebra-cabeça que fazia a associação entre agonistas e seus receptores na membrana celular usando os princípios da PBL para que os alunos usassem o raciocínio lógico e a fixação visual e deu muito certo. Os alunos relataram que houve melhoria da compreensão e memorização do conteúdo”, contou Amanda Moraes.
A docente Ana Carolina Vale Campos Lisbôa, da Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga, também apresentou dois trabalhos: “Potencializando a rotina docente com o uso do chatGPT” e “Curso docente pesquisador”.
No primeiro trabalho foi montada uma oficina para 17 professores com o objetivo de utilizar o ChatGPT para apoio criativo e produtivo na montagem das aulas. “A missão era mostrar aos professores as aplicações da IA na docência para que eles pudessem planejar melhor uma aula sobre um determinado tema, fazer a análise de comportamento, aprendizagem adaptativa, tendências educacionais e avalição automatizada e dividimos em 4 eixos: artigos científicos, roteiros de aula, elaboração de itens e feedback. E o resultado foi uma receptividade muito positiva”, disse a docente.
No segundo trabalho, a docente Ana Carolina explicou que “com uma sobrecarga demasiada de atividades muitas vezes o professor tem inaptidões para o trabalho científico”. O objetivo do curso docente pesquisador foi fazer um cronograma detalhado da Metodologia de Pesquisa começando com um problema, depois hipóteses e a questão da revisão da literatura, com estratégias de busca, níveis de evidências no banco de dados, gerenciadores de referência e estratégias de formatação, além de um detalhamento de como avaliar a qualidade dos artigos ou dispensá-los da pesquisa. “O curso mostrou que ainda é preciso mais professores participarem, mas os que fizeram tiveram 100% de aproveitamento”, concluiu.
Amanda Rocha Mortoza, docente da UNITPAC, apresentou mais dois trabalhos: “A exibição do filme O Contágio como estratégia metodológica para estudantes de farmácia” e “Ação interativa e educativa na feira de profissões de um Colégio Estadual do Norte do Tocantins”.
“O uso de filmes no ensino superior pode ser utilizado como uma ferramenta de aprendizagem ativa e contribuem para a aproximação do conteúdo teórico à prática profissional. Eu recomendo que seja usado em várias áreas, não só na de Farmacologia, onde pudemos a partir do filme O Contágio refletir sobre o papel do farmacêutico em cenários de crise sanitária. Os alunos tiveram uma maior compreensão sobre o desenvolvimento de vacinas, além de perceber a valorização da profissão em contextos de emergência”, explicou Amanda Mortoza .
No segundo trabalho, a docente Amanda mostrou que é possível alunos do curso de Nutrição aplicarem os conhecimentos teóricos em alunos de um colégio público para promover a saúde e ao mesmo tempo divulgar o papel do nutricionista. “Os alunos montaram um estande onde puderam fazer avaliações nutricionais com bioimpedância, distribuir materiais informativos e fazer atendimentos individualizados com orientações nutricionais específicas”.
A professora Amanda Santos Alves Freire, da Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna, também apresentou dois trabalhos: “O uso da ludicidade no processo de ensino aprendizagem nas aulas de métodos científicos em medicina na Afya de Itabuna” e “Integração teórico-prática no ensino médico: vivência de acadêmicas de Medicina em plantões de emergência”.
No primeiro trabalho, segundo Amanda Alves, “os alunos tinham de construir mapas conceituais sobre epidemiologia em um projeto de extensão com o uso de cartões, onde as atividades foram organizadas em etapas. Em cada etapa os grupos se apresentavam e justificavam a ordem escolhida e, por fim, explicavam as conexões com justificativas de suas escolhas”.
No segundo trabalho, a docente Amanda explicou que o projeto, chamado de Meu Plantãozinho, “foi uma ação extensionista que buscou integrar estudantes aos cenários reais da prática médica desde os primeiros períodos. A vivência ocorreu ano passado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) sempre com o foco em desenvolver nos alunos competências técnicas e humana, promovendo uma aprendizagem ativa e a integração com profissionais e colegas”.
Por fim, a professora Ana Flávia Rodrigues Leão Melro, do Centro Universitário de Maceió (Unima), finalizou a sessão com mais dois trabalhos: “Aplicação de estudo de caso para implementação do projeto terapêutico singular em alunos de Medicina” e “Utilização do kahoot como ferramenta de avaliação do aprendizado em alunos do curso de Medicina na disciplina Integração, Ensino, Serviço e Comunidade (IESC)”.
O primeiro trabalho foi apresentado para 50 alunos de Medicina um caso clínico. “Um paciente com múltiplas comorbidades, em situação social complexa, com dificuldades de acesso a serviços de saúde com o objetivo de mostrar ao aluno um cenário simulado para estimular a visão biopsicossocial. Em pequenos grupos eles tinham de apresentar propostas de atendimento com diversidade de soluções e o resultado foi um alto nível de engajamento, com propostas diversificadas e muito bem fundamentadas”, expôs Ana Flávia.
O segundo trabalho teve como objetivo descrever a aplicação do Kahoot em uma turma de Medicina e avaliar aplicabilidade, benefícios e desafios da ferramenta no ensino médico. “O Kahoot se mostrou uma ferramenta eficaz e inovadora que promove engajamento, dinamismo e feedback em tempo real, mas ainda requer alguns ajustes técnicos e pedagógicos para ampliar sua eficácia”, finalizou Ana Flávia.








