
Projeto “Gestão da Comissão Própria de Avaliação e fortalecimento da cultura avaliativa”, da professora Leidiane Santos Dourado.
O relato de experiência “Gestão da Comissão Própria de Avaliação e fortalecimento da cultura avaliativa”, da professora Leidiane Santos Dourado, recebeu menção honrosa durante o XII Fórum de Inovação Acadêmica do Consórcio STHEM e surgiu da necessidade de fortalecer a cultura avaliativa da Faculdade de Vitória da Conquista (Grupo Afya) e transformar a avaliação institucional em um instrumento efetivo de gestão e melhoria contínua. “A proposta foi ampliar o papel da Comissão Própria de Avaliação (CPA), tornando-a um espaço permanente de diálogo, escuta ativa e tomada de decisão baseada em evidências”, conta Leidiane.
Segundo a docente, “ao longo do desenvolvimento do projeto, foram estruturadas diversas estratégias para aproximar a CPA da comunidade acadêmica. Entre elas, destacam-se a “Quinta da CPA”, um momento de acolhimento e escuta com estudantes, docentes e colaboradores; a participação ativa na Semana de Desenvolvimento Docente e na Semana de Integração Discente; reuniões com líderes de turma; devolutivas sistemáticas dos resultados da avaliação institucional; e a Campanha do Leite, iniciativa que transforma cada avaliação respondida em uma ação solidária para instituições beneficentes da comunidade”.
Os resultados segundo Leidiane foram bastante significativos. “Observamos o fortalecimento da cultura avaliativa, maior participação da comunidade acadêmica nos processos de avaliação institucional e uma integração mais efetiva entre avaliação, planejamento e gestão e consolidamos a CPA como um espaço de escuta, diálogo e inovação, fortalecendo a confiança da comunidade acadêmica e demonstrando que as contribuições dos participantes geram mudanças efetivas na instituição”.
Para Leidiane, “receber a Menção Honrosa foi motivo de grande satisfação, pois representa o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente, envolvendo gestores, docentes, estudantes, técnicos-administrativos e toda a comunidade acadêmica. Além disso, a visibilidade proporcionada pelo Consórcio STHEM incentiva a disseminação de práticas que podem ser adaptadas e replicadas por outras instituições de ensino superior, contribuindo para o fortalecimento da qualidade da educação e da cultura avaliativa no país”.
O relato de experiência “Internacionalização no ensino de Arquitetura e Urbanismo: viagem técnica internacional a Buenos Aires”, do professor Thiago Borges Rodrigues Cunha (Grupo Afya), também contemplado com Menção Honrosa durante o XII Fórum, surgiu a partir da compreensão de que a formação do arquiteto exige experiências que ultrapassem os limites da sala de aula e possibilitem o contato direto com diferentes realidades urbanas, culturais e construtivas.
“Nesse contexto, a viagem técnica internacional a Buenos Aires foi concebida como uma estratégia pedagógica fundamentada em metodologias ativas, permitindo aos estudantes vivenciarem a arquitetura e o urbanismo como fenômenos sociais, históricos e culturais, além de objetos de estudo técnico e projetual”, explica Cunha.
Segundo o docente, “durante o desenvolvimento do projeto, os estudantes participaram de todas as etapas da experiência, desde as pesquisas preliminares sobre a formação urbana da cidade e o planejamento dos roteiros até a realização de registros técnicos e análises críticas dos espaços visitados. Essa participação ativa fortaleceu o protagonismo discente e permitiu que a aprendizagem ocorresse de forma mais significativa, aproximando teoria e prática e estimulando a construção coletiva do conhecimento”.
Entre os principais resultados, para Cunha, “destaca-se a ampliação do repertório técnico, cultural e arquitetônico dos participantes, possibilitada pelo contato direto com diferentes manifestações urbanas e construtivas presentes em Buenos Aires. A experiência permitiu aos estudantes compreenderem, de maneira prática, conceitos relacionados à preservação patrimonial, requalificação urbana, planejamento das cidades e integração entre arquitetura histórica e contemporânea”.
Por fim, Cunha acrescenta que “o reconhecimento do trabalho por meio da menção honrosa possui um significado que ultrapassa a dimensão individual ou institucional. Trata-se de uma validação acadêmica da relevância, da qualidade e do potencial transformador da experiência desenvolvida, reforçando a importância do investimento em metodologias inovadoras e em estratégias de internacionalização do ensino”.
O relato de experiência, premiado com Menção Honrosa durante o XII Fórum, “Da submissão à impressão: revisão de avaliações com foco na coerência curricular e na Taxonomia de Bloom”, da professora Dayana Sarah Roberta da Silva, nasceu a partir de uma necessidade identificada pelo Núcleo de Apoio Pedagógico e Experiência Docente (NAPED – Grupo Afya) de fortalecer a qualidade das avaliações aplicadas aos estudantes de graduação.
“A iniciativa consistiu na criação e implementação de um fluxo institucional de revisão pedagógica das avaliações, que acompanha todo o processo, desde a submissão das provas pelos docentes até sua validação para impressão. Durante a revisão, são analisados aspectos como clareza dos enunciados, correção linguística, alinhamento entre objetivos de aprendizagem, conteúdos trabalhados, coerência curricular e adequação aos diferentes níveis cognitivos da Taxonomia de Bloom”, conta Dayana.
Segundo a docente, “mais do que uma etapa técnica, esse processo tornou-se um espaço de diálogo e formação contínua com os docentes. As devolutivas pedagógicas possibilitaram reflexões sobre a construção dos instrumentos avaliativos, contribuindo para uma cultura institucional voltada ao aprimoramento das práticas de ensino e avaliação”.
O resultado do projeto, para Dayana, “foi o fortalecimento da cultura de corresponsabilização pedagógica entre docentes e equipe do NAPED. A revisão das avaliações deixou de ser percebida apenas como uma etapa de controle e passou a ser compreendida como uma oportunidade de desenvolvimento profissional, favorecendo práticas avaliativas mais justas, coerentes e alinhadas às competências esperadas na formação dos estudantes”.
E todo o esforço foi possível, segundo Dayana, porque “o Consórcio STHEM teve papel fundamental na consolidação dessa experiência. As formações promovidas pelo consórcio ampliaram nossa compreensão sobre inovação acadêmica, metodologias ativas, avaliação da aprendizagem e desenvolvimento docente, incentivando uma atuação baseada em evidências e na melhoria contínua dos processos educacionais”.
O relato de experiência “Disciplinas eletivas no curso de Medicina: ferramentas para promoção e reconhecimento da diversidade e inclusão”, do professor Harllen Éric Benevides de Castro, contemplado com Menção Honrosa durante o XII Fórum, consiste na implementação e análise de duas disciplinas eletivas inovadoras no 2º período do curso de Medicina da Afya Guanambi: “Comunicação em Saúde e Acessibilidade” e “Relações Étnico-Raciais e Saúde da População Negra e Indígena”.
“O grande objetivo é romper com o modelo biomédico tradicional e puramente tecnicista, trazendo para o centro da formação médica os Determinantes Sociais da Saúde (DSS), a Prática Centrada na Pessoa e a humanização”, detalha Castro.
Segundo o docente, “durante o desenvolvimento do projeto, a experiência foi marcada pelo uso de metodologias ativas, como a sala de aula invertida e discussões baseadas na interseccionalidade (cruzamento de marcadores como raça, gênero, classe e deficiência) por meio da aprendizagem baseada em casos. Os estudantes vivenciaram experiências práticas marcantes, como a realização de análise de casos e elaboração de estratégias de atendimento por meio de Tecnologias Assistivas, produções de Produtos Educacionais em Saúde sobre temáticas articuladas as disciplinas, além do letramento racial e anticapacitista essencial para o combate ao racismo institucional na saúde”.
Os resultados, para Castro, foram profundos e práticos: “Os acadêmicos passaram a compreender que a maior prevalência de certas patologias em populações vulnerabilizadas não é apenas um dado biológico naturalizado, mas sim o reflexo de desigualdades históricas e do racismo estrutural. Os alunos desenvolveram empatia cognitiva e prática para superar barreiras comunicacionais no SUS. O conhecimento teórico foi materializado em ferramentas de transformação social local, resultando na produção de guias de bolso para consulta em Libras e fluxogramas de atendimento voltados para comunidades quilombolas da região. E o modelo demonstrou alto potencial de replicabilidade para outros cursos (como Direito, Enfermagem e Psicologia) e alinhou a formação médica aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 3, 4 e 10) da Agenda 2030 da ONU”.
Segundo Castro, “o Consórcio STHEM foi o ecossistema fundamental que impulsionou esta conquista. A sua atuação na disseminação de metodologias ativas de ensino e no fomento à inovação acadêmica forneceu a base pedagógica para desenharmos disciplinas que não fossem apenas expositivas, mas sim focadas na transformação prática do estudante objetivando a formação de profissionais da saúde comprometidos com a justiça social e com os princípios do SUS. O prêmio chancela que o caminho para uma medicina mais humana e inclusiva passa obrigatoriamente pela inovação e pela reconfiguração epistemológica do ensino superior”.
O relato de experiência “Transformação digital no interior do Amazonas: desafios e êxitos na implementação da COPPEXII em Itacoatiara”, da professora Maria Francenilda Guarberto de Oliveira, coordenadora de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão, Internacionalização e Inovação – COPPEXII, que recebeu Menção Honrosa durante o XII Fórum, relata o processo de implementação da COPPEXII na Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, no interior do Amazonas, ao longo de 2025.
“A iniciativa nasceu da necessidade de reorganizar e integrar os processos acadêmicos relacionados à pesquisa, extensão, internacionalização e inovação, por meio da transformação digital e da padronização de fluxos institucionais. Fomos instigados a sistematizar as informações e os impactos gerados até então, seja para a comunidade local, bem como para os discentes”, diz Maria Francenilda.
Segundo a docente, “o desenvolvimento ocorreu na Afya Itacoatiara Faculdade de Ciências Médicas, em um contexto bastante desafiador, marcado pelas particularidades da realidade amazônica, como grandes distâncias geográficas, dificuldades logísticas para acesso a comunidades ribeirinhas, limitações de infraestrutura e barreiras socioculturais. Diante desse cenário, foi necessário construir processos mais eficientes, com uso de ferramentas digitais para acompanhamento de projetos, certificação, monitoramento de atividades acadêmicas e organização de indicadores institucionais”.
Os resultados, segundo Maria Francenilda, “demonstraram impactos relevantes tanto na gestão acadêmica quanto na formação dos estudantes e na relação da instituição com a comunidade, sobretudo em decorrência da sistematização das informações e implementação dos fluxos”.
Quanto, à Menção Honrosa recebida no XII Fórum, para a docente, “representa o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente e demonstra que iniciativas desenvolvidas em regiões distantes dos grandes centros também podem gerar impactos significativos e inspirar outras instituições, sobretudo em não desprezar pequenos começos na expectativa de resultados significativos”.








