
XI Fórum Internacional de Inovação Acadêmica
Voltada para as áreas de Ciências Biológicas e da Saúde, a 6ª sessão do segundo dia do XI Fórum de Inovação Acadêmica teve nove trabalhos apresentados por cinco participantes, e a maior parte deles foi de projetos de extensão. Sob a coordenação de Simone Cucco, do Centro Universitário Dom Pedro II de Salvador, Bahia, as apresentações ocorreram na Sala 8 do evento, promovido pelo Consórcio STHEM.
Michel Monteiro Macedo, da Uniredentor de Itaperuna, Rio de Janeiro, apresentou dois trabalhos: “Educação médica 4.0: das tecnologias interativas aos desafios da inclusão digital” e “A contribuição dos estudos de revisão sistemática e meta-análise para a formação do profissional de medicina”, um relato de experiência que trouxe os resultados de uma ação de imersão dos alunos em conteúdos e fundamentos de metodologia científica, integração em grupos de pesquisa e identificação de temas “visando a estimular a autonomia acadêmica e ampliar a agilidade e o melhor embasamento das decisões clinicas dos formandos”, relatou o participante. Segundo Macedo, o resultado foi que os alunos conseguiram publicações em revistas científicas de alto nível, além de terem ampliado suas colaborações interinstitucionais, contribuindo dessa forma para a evolução da pesquisa científica na saúde.
“Antibioticoterapia e casos clínicos: uma abordagem descomplicada” foi o primeiro de dois trabalhos apresentados pela participante Marlene Aredes Mota, da Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga, Minas Gerais, cuja proposta era reduzir o gap de aprendizagem em antibioticoterapia dos alunos da instituição. A atividade constituiu de duas oficinas, voltadas para melhorar o desempenho dos alunos nessa matéria e formar profissionais mais seguros, envolvendo o discurso de etiologia e de formulação do tratamento, e a discussão de procedimentos metodológicos adequados. “O feedback foi positivo, na medida em que recebemos retornos dos alunos sobre aumento na segurança da prescrição”, relatou a participante.
O segundo trabalho apresentado por Aredes Mota foi o projeto de extensão “Educação permanente no rastreio do pé diabético para equipe de saúde nas unidades de saúde e família de Ipatinga”, relacionado ao manejo adequado do pé diabético para evitar complicações futuras. O projeto ofereceu educação continuada às equipes de cinco unidades de saúde (UBS) do município em relação às técnicas de rastreio da neuropatia diabética. “A atividade capacitou 270 profissionais, entre agentes de saúde, enfermeiros e outros profissionais de saúde, e orientou os pacientes por meio de palestras, explanações teóricas e demonstrações práticas, além da distribuição de folhetos informativos”, relatou a participante.
Marita de Novais Costa Salles de Almeida, também da Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga, Minas Gerais, foi outra participante que apresentou dois trabalhos durante o XI Fórum. “Captação de jovens doadores de sangue” foi o título do relato de experiência de uma ação de extensão na área de hematologia, que visou a assegurar a conscientização da população sobre a importância das ações de captação para manutenção de estoques adequados nos bancos de sangue do município. A ação envolveu a Prefeitura local no Dia Mundial da Doação de Sangue, com palestras de esclarecimento realizadas pelos alunos de hematologia junto a estudantes da rede pública municipal, para disseminação do conhecimento sobre as ações de doação. “Para os estudantes, o benefício foi conscientizar sobre a importância da ampliação do número de doadores de repetição entre a população. Já para os alunos, foi ter acesso à realidade sobre a doação de sangue na comunidade”, relatou Almeida.
O outro trabalho apresentado pela participante foi “Batalha hematológica” – aprimorando os conhecimentos em hematologia e hemoterapia”, oficina promovida durante uma jornada acadêmica da instituição. O objetivo foi ampliar o contato dos alunos de várias especialidades com a hematologia e a hemoterapia, para treinar os futuros médicos no reconhecimento das patologias e no aperfeiçoamento do diagnóstico. Marita de Almeida relatou que, “utilizando um jogo de perguntas e respostas, com questões sobre oncohematologia, hematorapia, anemias e coagulação, a oficina permitiu aos alunos desenvolver hipóteses diagnósticas e a propedêutica necessária, visando a ampliar seu comprometimento e dedicação em relação à hematologia e à hemoterapia”.
Também a participante Mirelle Burgos, da Faculdade de Ciências Médicas de Garanhuns, Pernambuco, apresentou dois trabalhos no XI Fórum. O primeiro, “Cuidando de quem protege: uma experiência extensionista de promoção da saúde mental na Polícia Militar”, apresentou uma abordagem holística sobre os cuidados necessários para a promoção da saúde dos policiais, que são submetidos em seu trabalho a riscos, estresse e a conflitos relacionados à disciplina, rotina pesada e ao status social. A ação de extensão foi desenvolvida junto a um batalhão da PM local e envolveu a execução de intervenções e produção de relatos de experiência sobre temas que fazem parte do dia a dia dos policiais.
“Criamos um espaço de escuta e reflexão no qual os temas abordados foram alimentação, atividade física, ansiedade e qualidade do sono, com incentivo ao autocuidado, especialmente em momentos de estresse”, afirmou Mirelle Burgos. Segundo a participante o impacto foi positivo, com maior conscientização e fortalecimento da resiliência dos policiais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida desses profissionais.
A outra apresentação da participante da Faculdade de Ciências Médicas de Garanhuns foi “Empoderamento materno-infantil: a importância da educação em saúde no apoio à amamentação”, uma ação de extensão voltada para a comunidade que transmitiu às mães atendidas por uma UBS local informações sobre o aleitamento materno como fator fundamental para o desenvolvimento neurológico, imunológico e musculoesquelético da criança. “A abordagem foi feita em linguagem acessível, com resolução de dúvidas e advertências, e a demonstração de técnicas de amamentação”, disse a participante. O resultado, segundo o relato, foi a melhoria da adesão à amamentação exclusiva por parte das mães, em sua maioria mulheres socialmente vulneráveis.
Michelle Cristina Coutinho, da Unisuam Rio de Janeiro, também apresentou dois trabalhos neste segundo dia de XI Fórum. “Anatomia na pele: o uso do desenho no corpo humano como estratégia didática” teve como proposta estimular os alunos a desenharem os músculos do corpo humano em papel filme, utilizando pincéis coloridos, para aplica-los nas regiões correspondentes para uma vivência mais próxima do real sobre a estrutura muscular humana. “A proposta foi juntar a teoria com a prática na transmissão do conhecimento sobre músculos e de fibras musculares para os alunos”, relatou a participante.
“Eco diversão criativa: jogos e brinquedos feitos com materiais recicláveis” foi a segunda apresentação de Michelle Coutinho no certame. Desenvolvido por alunos do curso de educação física da instituição, o projeto de extensão estimulou a criação de jogos e brincadeiras utilizando materiais recicláveis, como garrafas PET, papelão, embalagens de ovos, copos descartáveis e tampinhas por crianças e adolescentes de várias faixas etárias moradoras de um condomínio. “Cerca de 70 crianças inscritas no projeto criaram mais de 30 diferentes brinquedos e brincadeiras, e o resultado foi positivo uma vez além de contribuir para o processo ensino-aprendizagem dos alunos com base na teoria do conhecimento, permitiu o desenvolvimento da criatividade, coordenação motora e raciocínio lógico das crianças”, finalizou a participante.








