As professoras da Universidade do Vale do Taquari (Univates) Grasiela Kieling Bublitz e Maria Claudete Schorr, desenvolveram com estudantes do Colégio Estadual Presidente Castelo Branco, o Castelinho, o Projeto “#partiuMarte: uma aventura STEM para o Ensino Médio”. A Univates é uma das seis Instituições de Ensino Superior (IES) selecionadas pelo Consórcio STHEM para participar do programa PADF nas Escolas, realizado em parceria com a Fundação Pan-Americana de Desenvolvimento (PADF) e a Boeing.
“Nas oficinas, os alunos realizam atividades que conectam o aprendizado STEM ao mundo real. Nosso objetivo é, além de estimular o interesse dos estudantes em carreiras na área de STEM (Sciences, Technology, Engineering and Mathematics ‒ Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), apoiar os professores do Ensino Médio no aprimoramento de estratégias para desenvolver determinadas competências e habilidades nos alunos”, diz a professora Maria Claudete Schorr.
Além de ser benéfico para estudantes e professores do Ensino Médio, o Projeto #partiuMarte também é relevante para a Univates. Maria Claudete reflete sobre a importância da iniciativa para a universidade, destacando que a participação no programa PADF nas Escolas reforça o compromisso da Instituição com a inovação e a educação de qualidade. “Projetos como esse oportunizam à comunidade o acesso gratuito ao conhecimento científico e tecnológico. Além disso, os alunos da graduação podem compartilhar com estudantes da Educação Básica os conhecimentos adquiridos em sala de aula”, comenta.
A professora Grasiela explica que o Projeto trabalha as dificuldades para chegar e sobreviver no planeta Marte e, depois, voltar para a Terra. “Por meio de atividades práticas, os estudantes são preparados para carreiras nas áreas STEM e estimulados a agirem como solucionadores de problemas e agentes de inovação do futuro. Uma das atividades, nas aulas de Computação e Física, foi por meio de oficinas que simulam foguetes. “A oficina de simulações de foguetes no Scratch foi realizada em dois momentos distintos, cada um deles com duração de 3 horas. No primeiro encontro os estudantes do primeiro ano do ensino médio, participantes da atividade, aprenderam a usar o software Scratch. Para isso tiveram algumas instruções iniciais sobre o uso da ferramenta, principais comandos e, em seguida, já passaram a desenvolver alguns exemplos de animações No encontro seguinte assistiram um vídeo sobre o projeto ‘#partiu Marte’ e na sequência os estudantes foram desafiados a criar simulações no Scratch de foguetes sendo lançados até Marte”, conta Grasiela.
Segundo a educadora “em uma segunda etapa foi desenvolvido ‘O Desafio Caça objetos em Marte’, também dividido em dois encontros distintos de 3 horas cada. No primeiro os alunos assistiram um vídeo mostrando como é a vida em Marte. Em seguida, foram desafiados a criar um jogo ‘Caça objetos em Marte’. Este jogo teve como cenário Marte e nele vários objetos e um ou mais astronautas buscando estes objetos. Cada vez que conseguem buscar algum objeto recebem pontos. O jogo pode ter critérios de pontuações diferentes, conforme definição do grupo. No encontro seguinte, os alunos finalizaram a atividade e apresentaram para os seus colegas”, concluiu Grasiela.









