Na última segunda-feira (19) o Consórcio de Inovação Acadêmica STHEM realizou mais uma etapa do Programa de Formação de Professores com a doutora em Educação Zeida Sarahí Guajardo Garza, do Instituto Tecnológico de Monterrey, no México, cujo workshop foi sobre o tema: “Psicometria e estratégias avançadas para a evolução de habilidades”.

A capacitação de dois dias foi dividida em cinco blocos: 1. Sensibilização; 2. Evolução de competências; 3. Psicometria em evolução; 4. Modelos de evolução de competências e 5. Habilitadores Tecnológicos. Além da criação da #evaluacionsthem2024 para que professores trocassem informações nas redes sociais.

“Nesta segunda-feira tivemos três blocos. Primeiro falamos sobre a educação baseada em competências, depois fomos para a prática. Na segunda parte vimos os tipos de avaliação das competências, as autênticas e as alternativas, e no terceiro tópico entramos no tema psicometria para a avaliação das competências”, detalhou a educadora Zeida.

No decorrer do workshop Zeida orientou os professores a criar estratégias para uma avaliação autêntica e alternativa de competências com o objetivo de melhorar o processo de ensino e aprendizagem nas instituições de ensino superior seguindo o modelo TEC 21.

No primeiro bloco foi feito uma sensibilização e explicação do conceito do que são as competências, segundo os quatro pilares da educação no âmbito da Unesco: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a ser e aprender a viver juntos.

“Existe um déficit na avaliação, que é não pensar em atitudes e valores dos nossos alunos, por isso precisamos pensar em avaliar as quatro competências e em uma educação baseada nessas habilidades com foco na aprendizagem”, disse Zeida e completou “que também há quatro componentes da competência: verbo, objeto da aprendizagem; finalidade e contexto”.

A educadora detalhou também os tipos de avaliação: autoavaliação, coavaliação entre pares, heteroavaliação (avaliação tradicional de docente para estudante) e metaavaliação (avaliação da avaliação) e finalizou sua apresentação aplicando exercícios práticos, além de solicitar aos professores para trazer cases para estudo na aula de terça-feira (20).

Segundo dia

Na terça-feira (20), o workshop contou com a participação da engenheira de computação, Gisela Loya Zeida Guajardo, que mostrou as ferramentas úteis no uso em sala de aula para a evolução das competências de professores e alunos.

“O Modelo Educativo TEC 21 visa o desenvolvimento de competências tanto disciplinares como transversais, por meio da vivência de desafios ligados à realidade. Os alunos, durante os primeiros semestres, têm a oportunidade de explorar diferentes áreas do conhecimento para posteriormente focarem na carreira e se especializarem de acordo com seu interesse”, explica Gisela Guajardo.

Segundo a educadora “o modelo é baseado em quatro componentes: aprendizagem baseada em desafios; flexibilidade; professores inspiradores e experiência memorável. Essa vivência não acontece de um dia para o outro, é preciso explorar os caminhos para ajudar os alunos. Primeiro exploramos a área escolhida pelo aluno, depois focados na carreira e nos temas de maior interesse e dividimos em níveis de aprendizado: nível 1 exploração, nível 2 de competência e nível 3 de especialização”. Ela também reiterou que os módulos de aprendizagem têm diversas modalidades: presencial, on-line, híbrida por meio de tecnologia educativa.

Para Gisela “a aprendizagem é sempre baseada em desafios e o professor é uma espécie de coaching. Quando o professor cria um case, baseado em passos de uma determinada metodologia, no desafio o professor pergunta, dá os recursos, e a solução vai chegar ao longo do aprendizado do aluno. Temos de saber que tipo de recursos vamos dar ao aluno para que ele continue a se desenvolver e monitorar o desenvolvimento de cada competência dele”.

Entre as competências transversais embedadas em todo plano de estudo da Tec de Monterrey estão: autoconhecimento e gestão; empreendedorismo inovador; inteligência social; compromisso ético e cidadão; raciocínio para a complexidade; comunicação e transformação digital. E as competências disciplinares são: análise educacional, pesquisa educacional, transformação educacional e tecnologia educacional.

Em seguida, a educadora falou sobre e mostrou várias ferramentas tecnológicas usadas na avaliação. “Quando usamos ferramentas para a avaliação temos de pensar em três questões: aprender com a utilização da tecnologia nos espaços de aprendizagem; aprender sobre a utilização das ferramentas de habilidades para poder gerar conhecimento e aprender para mudar a forma de fazer as coisas. Quando entendemos esse processo começamos a utilizar as várias ferramentas que somos bombardeados. Um exemplo é o Plickers, que por meio de cards gera diversas perguntas, respostas e dá o feedback ao aluno”.

Após vários exercícios com os professores a educadora Gisela pediu para que eles se inscrevessem na comunidade da TEC 21 e todos trocassem informações em rede sobre as várias ferramentas para melhorar a avaliação das instituições.