Neste ano o Consórcio STHEM, em parceria com a Fundação Pan-Americana de Desenvolvimento (PADF) e a Boeing, firmada em 2022, no âmbito do projeto “PADF nas Escolas”, iniciou novo projeto, o #Partiu Marte, um trabalho com o ensino médio, onde os professores aplicam as metodologias STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) com os alunos que precisam encontrar caminhos e respostas para enfrentar as dificuldades para se chegar e sobreviver no planeta Marte e, depois, voltar para a Terra.

O professor Carlos Zacarias da UNESP, colaborador do projeto, entrevistou o professor, administrador e psicólogo Julio Rezende, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a respeito da iniciativa Habitat Marte aplicada com alunos do ensino médio e que mostra como tornar-se um astronauta análogo, que são profissionais selecionados e treinados para fazer missões análogas, ou seja, missões na terra em ambientes semelhantes aos que queremos explorar no espaço.

Rezende é especialista em sustentabilidade e, em sua pós-graduação, na Flórida, trabalhou com sustentabilidade e espaço, interagindo no projeto sobre Marte, em Utah, ligado à agência espacial NASA. Ele hoje é considerado um astronauta análogo, e faz missões espaciais diretamente da piscina da Universidade do Rio Grande do Norte.

“Todos nós somos astronautas, estamos em um grande veículo que é o Planeta Terra. E nós estamos viajando no espaço em um movimento de rotação e translação. Então somos uma grande nave, viajando no universo, sendo impactados as vezes mais perto do sol, quando é o nosso verão, as vezes mais longe do sol, quando é o nosso inverno e as vezes nós esquecemos que todos nós temos uma natureza astronáutica e isso é muito bonito de observarmos”, conta Rezende.

Segundo o professor, “uma das formas de evoluirmos o espírito e a mente é cultivar a visão de nos observar como astronautas. E o que é que pode aproximar essa experiência do que é o verdadeiro astronauta? A pessoa que sai do planeta Terra e em torno de 100 quilômetros de altura já experencia a falta de gravidade. Por incrível que pareça, nós temos uma primeira experiência mais próxima do que é a vivência da falta de gravidade, que é quando nós estamos em contato com a água (piscina, lagoa, lago). Na Universidade do Rio Grande do Norte nós criamos uma piscina, que tem essa dinâmica de vivenciar a falta de gravidade como tem no espaço. É no momento de flutuação na piscina que se tem a mesma experenciação da flutuabilidade sem gravidade no espaço profundo”.

Assista a entrevista completa aqui.