Nesta quinta-feira (27) o Consórcio STHEM, o Semesp e a Universidade de Coimbra realizaram mais uma edição de “O Admirável Futuro da Educação Superior – o fim das universidades tradicionais”. Participaram da abertura do evento, o presidente do consórcio, Fábio Reis, a presidente do Semesp e da Universidade Santa Cecília, Lúcia Teixeira, e os apoiadores do evento, o diretor de Inovação Digital do Instituto de Design da Universidade Estadual do Arizona (ASU), Dale P. Johnson e a diretora de Operações Internacionais da Vice-Reitoria de Educação Continuada do Instituto Tecnológico de Monterrey, Carla Diez de Marina.

O presidente do consórcio, Fábio Reis, destacou as principais discussões ao longo do dia e os palestrantes: “Nós temos uma coletânea de artigos da coordenadora do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV, Marina Feferbaum, que nos questiona sobre a nossa resistência à mudança. Segundo ela, essa falta de ação pode nos levar ao fim. E o diretor da Outliers School, Hugo Pardo Kuklinski, nos instiga em sua palestra de abertura a pensar fora da caixa. Nós organizamos esse evento de forma muito cuidadosa e vamos falar de inovação do ensino superior, além de premiar os projetos do Prêmio de Inovação no Ensino Superior Gabriel Mario Rodrigues. Na primeira edição em 2021 foram 99 projetos apresentados e hoje temos 278 trabalhos de IES privadas e públicas de todo o Brasil”.

A presidente do Semesp e da Universidade Santa Cecília, Lúcia Teixeira, disse que “O evento a cada ano aborda a linguagem da ciência, da universidade e da inovação. Temos de manter a relevância da educação superior em um mundo em que as IES precisam se reinventar para colaborar com a sociedade e comunicar seu papel social para o mundo, por isso os debatedores são tão qualificados. Em uma nova era, em que vivemos da inovação tecnológica, há necessidade das IES redefinirem seus papéis. São muitos os desafios da nossa sociedade e precisamos manter a nossa relevância. Além de sermos instituições de ensino superior, somos também motores de pesquisa, inovação e desenvolvimento social, por essa razão devemos comunicar de forma eficaz à comunidade acadêmica e a comunidade que nos cerca”.

O diretor de Inovação Digital do Instituto de Design da Universidade Estadual do Arizona (ASU), Dale Johnson, acrescentou: “Este é o sexto ano em que participo desse evento e a cada ano a participação de educadores só aumenta. A ASU é uma grande universidade pública dos EUA e nós trabalhamos unidos com o STHEM, o Semesp e a Universidade de Coimbra, para incluir mais estudantes em nossas instituições, dar mais acesso e segurar que tenham mais sucesso em suas vidas. Isso só é possível por causa dos valores compartilhados, é um trabalho para assegurar que os professores brasileiros estejam preparados para o futuro e acreditamos que teremos muito mais oportunidades do que esperamos nesse evento. São quase 600 professores registrados para essa conferência e é muito interessante ver esse crescimento”.

Carla Diez de Marina, diretora de Operações Internacionais da Vice-Reitoria de Educação Continuada do Instituto Tecnológico de Monterrey, finalizou dando cinco caminhos para o futuro das universidades: “Temos que assumir a responsabilidade social e criar ética necessária para o uso das tecnologias que estão emergindo; precisamos focar esforços e incluir mais pessoas no grande privilégio de serem educados e usar os talentos em benefício da sociedade; pesquisar e educar nossos alunos quanto à responsabilidade ambiental e a sustentabilidade para que o mundo seja mais próspero e os recursos não se acabem; temos de começar a participar da formação de uma nova rede social a partir das tecnologias que existem hoje, e influenciar na política normativa para formar e criar um mundo melhor e não ficarmos sentados no laboratório sermos ativos e por último as universidades precisam trabalhar no formato de colaboração interdisciplinar, dentro da própria universidade, para provocar aprendizagem ao longo da vida. Os alunos precisam que continuemos com eles ao longo de toda a vida produtiva e também quando forem idosos”.