XII Programa de Formação de Professores

O Consórcio STHEM realizou em setembro a segunda aula do Módulo 2 do XII Programa de Formação de Professores, on-line via Zoom, com a professora Ana Valéria Sampaio de Almeida Reis, da Faesa e do Consórcio STHEM.

A docente iniciou o programa abordando a metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas e focou que em sala de aula há uma diversidade muito grande de pessoas, explicando o passo a passo dos mundos VUCA, BANI e FLUX.

“Quando olhamos para o perfil dos nossos estudantes nós temos que entender algumas questões que já discutimos em relação ao comportamento das pessoas. Já ouviram falar do mundo VUCA (é um acrônimo para Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade, que descreve um ambiente de rápida mudança e imprevisibilidade)” que, segundo Ana Valéria, “acabou por se transformar em um mundo BANI (é um acrônimo criado pelo antropólogo Jamais Cascio que descreve o mundo atual e se refere a Frágil/Brittle, Ansioso/Anxious, Não Linear/Nonlinear e Incompreensível/Incomprehensible)” e novamente se transformou no mundo da “geração FLUX (perfil comportamental caracterizado pela adaptação e conforto com um fluxo constante de informações e mudanças, utilizando a tecnologia para inovar e criar ideias, especialmente em ambientes instáveis e de rápida transformação)”.

Mas, segundo a professora, o que tudo isso tem a ver com a metodologia de Aprendizagem Baseada em Problema? “Como trabalhamos a busca pela resolução de um problema real e os problemas são inúmeros, nós lidamos com gerações muito diferentes em sala de aula e precisamos entender essas pessoas para pensar em que tipo de problema que queremos que essas pessoas resolvam. Porque a avaliação, a busca da solução para determinados problemas pode ser variada em determinadas áreas a partir das experiências das pessoas com as quais nós estamos trabalhando”, enfatizou.

A partir da década de 80, durante o mundo VUCA, segundo Ana Valéria, “era aquele ambiente volátil, incerto, complexo, ambíguo, e um período em que era necessário lidar com questões desse ambiente líquido, além de saber o perfil dessa geração”. Já no mundo BANI, “frágil, não linear, incompreensível, e mais relacionado às questões emocionais, saber lidar com uma geração ansiosa que  não sabe esperar”. Para a docente, o foco agora deve ser o mundo FLUX, onde “a mentalidade é a fluidez e ter uma aceitação das mudanças que são inevitáveis. Olhar para elas como oportunidade de crescimento, ou seja, sair da geração BANI, que era ansiosa e buscava uma resposta para tudo, e adotar a mentalidade da fluidez e, se houver algo a ser mudado, mudar sem resistências, entender a mudança da melhor forma, como no caso do uso da IA generativa no planejamento das aulas”, concluiu.