Nesta quarta-feira (2) o Consórcio STHEM realizou o módulo 4 do XI Programa de Formação de Professores, de forma síncrona, com o tema “Educação para o desenvolvimento sustentável – O papel das IES como instrumento fundamental para atingir os ODS”, seminário ministrado pelo professor, pesquisador e Dr. em Bioquímica, Biologia Molecular e Biomedicina, Miguel Ángel Flores Villalobos, da Universidade Autônoma de Chihuahua, no México.

“Já há alguns anos eu tive a oportunidade de colaborar com a Unesco com um projeto de desenvolvimento sustentável aplicado nas IES. A intenção deste seminário é que seja interativo, no qual possamos potencializar a capacidade como docentes de projetar cursos e implementar pedagogias a partir do foco do desenvolvimento sustentável, o que é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, disse Villalobos.

Em seguida o professor mostrou cinco caminhos para atingir os ODS:

  1. O papel das IES na promoção do desenvolvimento sustentável;
  2. Com integrar os ODS no currículo acadêmico;
  3. Pensar sobre a importância da pesquisa na extensão universitária no contexto do desenvolvimento sustentável;
  4. A importância das alianças e colaborações internacionais;
  5. Como as IES podem adotar a cultura do desenvolvimento sustentável e ver os desafios que se esperam.

Os dois primeiros pontos têm como objetivo, segundo Villalobos, “mostrar como inserir os ODS no programa de ensino que os docentes já estão ministrando em suas instituições”.

O educador também destacou as mudanças que aconteceram no mundo pós Covid-19, quando o planeta ficou cada vez mais “incerto, dinâmico, complexo e globalizado”. Nessa globalização, segundo ele, “tem muitas vantagens, mas também têm muitos riscos e problemas como preocupações que devemos prestar atenção: as mudanças climáticas com eventos extremos, inundações e secas, maior intensidade dos furacões e o dano que tudo isso gera é cada vez maior; os conflitos geopolíticos (guerra na Ucrânia, em Israel); as desigualdades e injustiças com as mulheres, com os vulneráveis e comunidades, pois ainda há muito que fazer em termos de injustiça e desigualdade; as migrações, cada vez maiores; a pobreza extrema e a desinformação digital com as fake News que compartilhamos principalmente por meio das redes sociais e que podem gerar uma mudança muito forte na sociedade”, enumerou.

Em seguida, o seminário foi totalmente voltado para interações e reflexões dos professores comentando os problemas mais preocupantes que afligem o mundo e trocando informações on-line sobre temas como saúde mental, aquecimento global, desigualdade social, poluição, seca, falta de água, entre outros, sempre focando em desafios de curto e de longo prazo.

Entre os principais riscos que o mundo irá enfrentar nos próximos 2 anos (curto prazo) e 10 anos (longo prazo), segundo relatório do Fórum Econômico Mundial apresentado por Villalobos, “em dois anos a desinformação é um dos principais riscos, já em 10 anos em quinto lugar aparece os eventos de clima extremo e a polarização social é vista como risco em muitos países, conflitos sociais, falta de segurança, contaminação, o baixo crescimento econômico. Em 10 anos tudo que diz respeito ao meio ambiente são os que mais riscos correm e a mudança climática é o que mais aparece em destaque”, alertou.

Villalobos concluiu sua apresentação mostrando todos os ODS e focando na ODS 4 (que garante a educação inclusiva), e “como os professores podem inclui-los no currículo da instituição, implementar a sustentabilidade na educação para poder empoderar os estudantes, e também desenvolver as funções cognitivas, sócio-emocionais e de conduta, além de mudar o design pedagógico com foco nas ODS para pensar onde e como estamos aprendendo”.