Eder Pérez Zárata, professor do Instituto Tecnológico de Monterrey

Com a participação do  gerente de informação e líder de projetos de desenvolvimento tecnológico para a educação no Instituto Tecnológico de Monterrey, Eder Pérez Zárata, o Consórcio STHEM realizou nesta segunda-feira (18) o módulo 1 do XII Programa de Formação, cujo tema foi “Sinergia criativa: humano e IA na vanguarda da educação superior”.

O presidente do Consórcio STHEM e diretor de Inovação Acadêmica e Redes de Cooperação do Semesp, Fábio Reis, abriu o evento dizendo que “o Consórcio nasceu para empoderar os professores e propor uma formação continuada. São 150 horas de formação e uma programação que leva em conta atender sempre as demandas dos professores. Também dialogamos com reitores e mantenedores para entender as demandas dos que tomam as decisões. E investimos 30 mil dólares por ano na formação dos professores, com parcerias como a do Instituto Tecnológico de Monterrey e outras IES internacionais. Percebemos também que temos pessoas qualificadas no Consórcio e estamos buscando o equilíbrio entre uma formação com os parceiros internacionais e valorizando professores das consorciadas que podem formar os colegas. E não dá para pensar hoje em formação, engajamento, tecnologia e deixar de lado a IA. Com a IA muda-se a atuação pedagógica, e temos de ficar com os olhos abertos”, afirmou.

O professor Eder Pérez Zárata iniciou sua apresentação falando sobre o impacto da IA na educação. “A IA já tem algum tempo impactando fortemente a educação. No mundo geral também, que é justamente o boom da IA generativa, do chat GPT, mais ou menos no fim de 2022 e começo de 2023, quando soamos o alarme no setor educacional. E por que temos de dar ênfase no setor da educação? Porque temos as métricas do laboratório do chat GPT, ou seja, dados que representam a atividade da IA no mundo. E houve uma queda no uso do chat GPT de maio a junho durante o verão no hemisfério norte, são as férias escolares. Grande parte dos usuários são pessoas que estão na educação, estudantes e quando deixam de ter atividade acadêmica a atividade da IA cai. Isso nos leva a uma mensagem muito importante. Os estudantes são os maiores usuários do chat GPT em todo o mundo e a educação precisa se adaptar a esse fenômeno”.

No entanto, Zárata questionou se os professores acreditam que essas plataformas de IA fazem com que o cérebro humano seja mais criativo e inteligente e quais suas potencialidades de ajudar os humanos a serem mais criativos. Das cerca de 70 respostas dos docentes presentes na aula por meio da ferramenta www.menti.com, a grande maioria respondeu que os estudantes devem fazer uso da IA em sala de aula e que a IA pode potencializar a aprendizagem, embora apenas uma média de 5.5 dos professores respondentes, em uma escala de zero a 10, revelou fazer uso de ferramentas de IA para criar as aulas.

Durante a aula o docente detalhou conceitos sobre criatividade humana, diferenças entre criatividade de processos (quando o homem usa de sua criatividade) e criatividade de produtos (quando a IA entra no processo), discordâncias entre pensamentos convergente e divergente, o modelo dos 4 C’s da criatividade (Mini-c, Little-c, Pro-c e Big-c), a relação entre criatividade e curiosidade como motores da aprendizagem, a criatividade artificial e a Inteligência Artificial e suas diferenças.

“A IA tradicional é preditiva, ou seja, faz previsões. Já a IA generativa cria imagens, sons, vídeos. A IA tradicional seria um sistema que consegue prever se os estudantes têm risco de sair da aula, do curso, de abandonar a instituição, e a IA generativa faz um relatório das deserções”, explicou.

Por fim, Zárata ensinou aos professores o passo a passo para se criar prompts gerando aulas sobre temas específicos nas principais ferramentas de IA, como chat GPT, Gemini, Gamma, Slidego, Napkin (para criação de produtos docentes), visual thinking (imagens e vídeos), Eleven Labs (áudios), Stitch, entre outras, além de mostrar os seis momentos de execução do design thinking, metodologia de resolução de problemas usada para desenvolver soluções inovadoras e criativas, citando cases de Monterrey.