Aparecida Maria Zen Lopes, docente da Fatec de Jaú

A apresentadora do STHEM Cast, Lisiane Ferreira Soares, integrante do Grupo de IA do Consórcio STHEM/Semesp/MetaRed TIC Brasil e professora da Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), conversou com a docente da Fatec de Jaú, Aparecida Maria Zen Lopes, sobre o uso de tecnologias e as IAs generativas como chatGPT, Gemini, Gamma app, entre outras, além de falar sobre a relação do docente com o uso dessas tecnologias no ensino superior.

Cida Zen, como é mais conhecida onde trabalha, é graduada em Ciências da Computação. “Eu ingressei na USP São Carlos, em 1983, quando o curso naquela época era desconhecido e não tão divulgando. E o interessante é que eu nasci em um sítio, meu pai era um sitiante que plantava cana de açúcar, café e trabalhava na roça e dizia para nós que tínhamos de estudar. A área de tecnologia surgiu em minha vida por influência de um tio que dizia: Cida, vá fazer engenharia eletrônica, é o futuro do mundo! Naquela época talvez tenha ficado na minha cabeça de criança e fui, fiz computação, me formei e atuo na área até então”, conta a docente.

No entanto, seu trabalho na docência, iniciou em 2005. “Antes eu trabalhei no mercado com tecnologia, desenvolvendo sistemas, e hoje trabalho somente na Fatec Jaú na área de desenvolvimento de software. Então eu tenho de sempre estar me atualizando com relação a essas tecnologias e as metodologias ativas que fazem uso das tecnologias para melhorar o processo de ensino e aprendizagem”.

A educadora lembrou ainda que de ano a no as mulheres estão se formando menos na área de TI. “Na minha turma de computação, apesar de ser um curso novo, em uma área nova, nós éramos 30 pessoas, mas 50% homens e 50% mulheres e quando eu voltei a USP, em 2012, para fazer doutorado, o meu professor e orientador que estava dando aula na graduação me contou que essa proporção tinha mudado muito em relação da busca por essa área de computação pelas mulheres. Ao invés de progredir a participação feminina tem diminuído ao longo dos anos. Eu não sei o motivo porque isso se perdeu”, contou.

Na Fatec, desde o ano passado, Cida Zen criou um grupo de pesquisa. “A minha pesquisa é na temática de tecnologias para melhorar a educação e agora é um grupo formado por de mulheres em STEM e até o nome do grupo que elas escolheram é Girls em STEM por conta de registro e nós tentamos entender o que podemos fazer, que estratégias podemos adotar para que as mulheres que estão na tecnologia em cursos na Fatec, não desistam. E para aquelas que estão no ensino médio ou começando sua vida escolar tenham a motivação, busquem as áreas de tecnologia para que não piore essa proporção, essa desigualdade no acesso das mulheres nesses cursos da área de tecnologia”, conclui.

Acompanhe a entrevista completa (episódio #31) aqui.