
XI Fórum Internacional de Inovação Acadêmica
Durante a Sessão 2 do XI Fórum de Inovação do STHEM, foram apresentados, na sala 7, oito trabalhos nas áreas de Ciências da Saúde e Biológicas, enfocando o desempenho e a avaliação da aprendizagem dos estudantes, sob a coordenação do professor de enfermagem Bruno Leal Barbosa da UniSãoJosé, do Rio de Janeiro.
O trabalho do professor Carlos Alberto Alves Dias Filho, “A relação entre a qualidade do sono e o nível de aprendizagem em estudantes de Medicina: uma revisão”, chamou a atenção porque mostrou como a falta de um sono adequado afeta o desempenho acadêmico e a saúde mental de estudantes de Medicina e como o vício no uso de smartphones pode esgotar o aluno.
“Ansiedade, depressão e sofrimento psicológico são os principais problemas dos estudantes hoje, principalmente depois da pandemia da Covid-19. Essa realidade impacta o bem-estar e o desempenho acadêmico do estudante. Mas a falta de sono leva a mudanças no humor e traz déficits cognitivos, queda no desempenho, sonolência diurna e distúrbios metabólicos, que contribuem para a obesidade. Mas o que nos chamou a atenção na revisão é que o vício no smartphone esgota o aluno e o torna distraído, desengajado e com uma aprendizagem superficial nas aulas”, revelou Dias Filho. Outro fator levantado pelo docente foi que os alunos, pelo uso constante das mídias sociais, estão desenvolvendo “a FOMO (Fear of Missing Out) que é a síndrome nova causadora de um transtorno psicológico que se caracteriza pelo medo de perder algo ou ficar de fora de eventos e experiências nas redes sociais”.
O trabalho “Avaliação formativa no estágio supervisionado: apresentação por banner como estratégia de aprendizagem” foi apresentado pela professora Ana Paula Bandeira Matos Serpa. “A implementação do modelo de avaliação formativa permitiu que os alunos de enfermagem refletissem sobre suas práticas e desenvolvessem um olhar mais crítico sobre sua atuação no estágio. As apresentações também contribuíram para a troca de conhecimentos entre os estudantes promovendo o aprendizado coletivo. Já o desenvolvimento de artigos do relato da experiência dos estudantes foi um método eficaz para fortalecer a teoria e a prática e estimular a autonomia dos alunos”, disse a docente.
O mestre em Biologia Diêgo Andrade de Oliveira apresentou o trabalho “Você tem a resposta? Dinâmica avaliativa inovadora para o 3º período de Medicina”, da Faculdade de Medicina da Fasa, na Bahia. “A avaliação de Medicina precisa ir além dos métodos tradicionais e há necessidade de incentivar o raciocínio clínico e o trabalho em equipe dos alunos. Então substituímos uma avalição escrita por uma simulação clínica, com consultórios equipados e não programada. E fizemos quatro rodadas de desafios, com quatro questões para serem respondidas por palavras formadas por letras que estavam em um envelope, dando um tempo específico e pontuações variadas para os grupos de alunos. O resultado foi excelente porque promoveu integração dos alunos, melhora nas habilidades teóricas, além de uma dinâmica eficaz para a avaliação formativa”, contou Diêgo de Oliveira.
O trabalho apresentado pela professora do Centro Universitário Unidompedro, do Grupo Afya, em Salvador, Bahia, Manuela Conceição M. Miranda, foi sobre “A construção de um livro ata como ferramenta de aprendizado e reflexão na atenção primária à saúde”. Segundo a professora Manuela “o livro ata é uma estratégia pedagógica muito potente que conecta a teoria com a prática e fortalece a autonomia dos estudantes, promovendo um maior vínculo com o Sistema Único de Saúde. Ao fazer a escrita reflexiva foi transformadora para os alunos que desenvolveram autonomia intelectual e um maior engajamento com o SUS”, explicou.
O trabalho do professor Júlio César Ayres Ferreira Filho, “Aferiação adequada da pressão arterial. Eu sei?”, do UniNovafapi de Piauí, mostrou a importância do futuro médico saber realizar um exame físico no paciente. “20 alunos foram separados em 4 grupos de 5 cada e por um tempo eles tiveram de descrever quais são as principais perguntas que devem ser feitas ao paciente durante o preparo da aferição da pressão arterial e a posição adequada para realizar esse exame e os resultados foram bem aquém do que esperávamos. Muitos alunos ainda têm vergonha de dizer que não sabem o que é básico e elemental”, explicou Júlio César.
O trabalho da professora Jussara Isa Braga Pacheco, do Centro Universitário São Lucas (Grupo Afya) de Porto Velho, Rondônia, “Visita guiada ao banco de sangue de Porto Velho/RO – Fhemeron”, teve como objetivo proporcionar aos alunos de biomédicas uma experiência prática e visual sobre a rotina de um banco de sangue, correlacionando a teoria aprendida em sala de aula com a prática laboratorial, mas também reforçar as boas práticas em hemoterapia, biossegurança e controle de qualidade, além de estimular a sensibilização dos alunos sobre a doação de sangue e seus impactos na saúde pública!, contou Jussara Pacheco.
O último trabalho, apresentado pela professora Ana Rachel Oliveira de Andrade, “A utilização da simulação como parte do processo de desenvolvimento discente em ambiente de aprendizagem em pequenos grupos”, da Fapesap do Piauí, teve como metodologia simulações práticas durante o segundo semestre de 2024 em sala de aula na matéria Sistemas Orgânicos Integrados 3, que teve uma avaliação com feedback para os alunos. “Percebemos que a simulação pode ser uma opção eficaz para melhorar as habilidades práticas, frente ao estudo teórico dos alunos, e consequentemente a qualidade do ensino”, concluiu Ana Rachel.








