
Professores das IES associadas ao STHEM participam do Masterclass O Dilema da IA na ESPM
Na segunda parte do masterclass O Dilema da IA: o papel do professor e a aprendizagem ativa, Eric Mazur disse que “a avaliação é a assassina silenciosa do aprendizado e uma regurgitação de uma forma decorada”. O evento é realizado pelo Consórcio STHEM, tem apoio do Semesp e patrocínio do POK e do Pravaler.
Segundo o pesquisador, os atuais métodos de avaliação não desenvolvem as habilidades de que precisamos no século 21, principalmente com o uso da IA. “Eu diria que não estamos fazendo um bom trabalho em classificar e ranquear as pessoas, inclusive alguns dos alunos mais famosos de Harvard, por exemplo” afirmou Mazur, ao anunciar que em sua apresentação,” primeiramente eu quero pensar no propósito das avaliações, ou seja, por que fazemos a avaliação dos alunos, depois quero destacar algumas coisas que identifiquei como problemas que estamos enfrentando nas avaliações e, por fim, o que podemos fazer para melhorar essas questões”.
Em seguida, Mazur aplicou um exercício para os professores com o objetivo de listar sete propósitos para uma boa avaliação, para em seguida explicar como fazer com que os alunos solucionem os problemas apresentados em sala de aula, mas com propósito. “Qualquer problema grande ou pequeno que é apresentado ao aluno tem o mesmo padrão, o desfecho é conhecido. Mas o processo de encontrar uma solução para um problema é desconhecido até o desfecho. Solucionar o problema é solucionar o passo do meio, e não o último passo”, enfatizou o educador.
Eric Mazur falou também da importância do uso pelos docentes da Taxonomia de Bloom, cuja finalidade é auxiliar educadores a planejar o ensino, elaborar atividades e avaliações que promovam um aprendizado profundo (indo da memorização à criação) e organizar o processo de aprendizagem do mais simples ao mais complexo. “O que queremos é criar novos conhecimentos e fazer com que os nossos alunos usem a criatividade, mas a questão é que os alunos ficam horrorizados quando apresentamos um problema que eles nunca viram antes. A grande sacada é fazê-los pegar algo que aprenderam em um contexto e colocar em outro contexto”, afirmou.
Por fim, o pesquisador falou da importância da IA na vida dos professores e dos alunos, citando como exemplo o curso Fisics 95, que ele não ministrava há anos, e que foi totalmente reformulado com o uso da IA e do chat GPT. “Estamos no começo de uma nova era usando a IA, e nós temos de aprender uns com os outros, tanto alunos com professores e vice-versa, e não podemos ocultar que usamos a IA. Temos de comunicar como usamos essa ferramenta e sermos totalmente transparentes. Costumo pedir aos meus alunos que digam como usaram a IA, por que usaram, o que encontraram de certo ou errado, e se compararam as informações da IA com outros artigos e conteúdos que estudaram. A transparência é essencial”, finalizou.







