XI Fórum Internacional de Inovação Acadêmica

Os relatos de experiências das instituições Grupo Afya, ITPAC Porto Nacional, UnicCV e UNISUAM receberam menções honrosas pela qualidade e os temas propostos durante o XI Fórum Internacional de Inovação Acadêmica do Consórcio STHEM.

“O jogo motor como ferramenta de ensino em escolares que apresentam déficit de aprendizagem”, da educadora Maria Auxiliadora Terra Cunha, em coautoria com as professoras Elzir Martins de Oliveira, Nicoly Bento da Silva e Paola da Silva Andrade, da UNISUAM, é um estudo cujo objetivo foi observar, durante as aulas do Estágio Supervisionado II, de que maneira os jogos podem servir de ferramentas para o desenvolvimento de escolares com déficits motores e comprovar a influência positiva deles na educação infantil.

“Foi realizada uma análise qualitativa com 20 alunos com idades entre 8 e 9 anos por meio da Bateria Psicomotora (BPM). As atividades foram organizadas e adaptadas em um plano de aula flexível proposto para uma aula. Para as brincadeiras e jogos no contexto regional, selecionamos os Jogos de Regras para desenvolver a melhor abordagem direcionada a cada faixa etária. No segmento lúdico desenvolvemos um plano de aula baseando-se em Jogos Adaptados para condições de equilíbrio unipodal nos jogos de Escravos de Jó e Chocolate Inglês. A pesquisa foi desenvolvida aproximando-se ao máximo da realidade vivida pelos professores, propondo uma configuração para preencher lacunas referentes ao déficit motor”, conta Maria Auxiliadora.

Segundo ela, “os resultados indicaram que os jogos e as brincadeiras possuem papel fundamental no desenvolvimento psicomotor, estimulando a criatividade, a imaginação, à participação e a motivação das crianças. Por meio das atividades lúdicas, também é possível observar modificações no aprendizado da criança, propiciando condições adequadas para seu desenvolvimento global, respeitando suas especificidades e as mudanças nas escalas propostas”.

A mestra completa: “Os próprios alunos deram sinais positivos corporalmente e cognitivamente, facilitando esse progresso, uma vez que a grande maioria respondeu aos estímulos propostos pelo professor e pelo incentivo de seus companheiros”.

Todo esse trabalho foi possível, segundo Maria Auxiliadora, “graças ao Consórcio STHEM que promove a colaboração entre IES, pesquisa e inovação na América Latina. Sua importância pode ser destacada em várias áreas, mas diretamente em relação ao nosso trabalho premiado podemos destacar o aprimoramento da educação, o desenvolvimento de pesquisas e a colaboração entre instituições, permitindo a criação de currículos mais alinhados com as demandas do mercado, preparando melhor os alunos para os desafios profissionais”.

Estratégias Ativas e Avaliação da Aprendizagem

A professora Vanessa Fernandes dos Santos, também da UNISUAM, diz que com seu trabalho “Impacto da Inteligência Artificial na eficiência docente: experiência na elaboração de questões”, “o objetivo principal do trabalho é integrar ferramentas de IA no processo educacional para otimizar a criação de questões, permitindo maior precisão, qualidade e personalização na avaliação dos alunos”.

Durante o desenvolvimento do projeto, segundo a mestra, “uma das experiências mais marcantes foi perceber como a IA pode ser uma aliada na produção de conteúdo educacional. Ao longo do tempo foi possível aprimorar a utilização dessas ferramentas, explorando diferentes formatos de questões e níveis de dificuldade para oferecer um ensino mais personalizado. Além disso, o processo revelou desafios, como a necessidade de revisar e ajustar as perguntas geradas pela IA, garantindo que elas fossem bem estruturadas e alinhadas aos objetivos pedagógicos. A experiência reforçou a importância da colaboração entre professor e tecnologia, mostrando que a IA pode empoderar o docente sem substituir seu papel essencial na educação”.

Para Vanessa “os resultados foram altamente positivos, refletindo um avanço significativo na prática docente”. Entre eles ela destaca a otimização do tempo: “A IA reduziu consideravelmente o tempo necessário para a elaboração de questões, permitindo que os professores dediquem mais atenção à análise crítica e ao acompanhamento dos alunos”. Ela também se referiu à melhoria na qualidade das avaliações: “Com a integração de IA, foi possível criar questões mais variadas e bem estruturadas, respeitando diferentes níveis de dificuldade e proporcionando desafios adequados aos estudantes. A personalização das avaliações também foi citada: “As questões geradas podem ser adaptadas conforme a necessidade da instituição e o nível dos alunos, garantindo que cada avaliação seja relevante e alinhada aos objetivos de aprendizagem. Da mesma forma o maior engajamento dos alunos: “O uso da IA na criação de questões e na geração de feedback personalizado aprimorou a interação dos estudantes com o conteúdo, tornando o aprendizado mais dinâmico e estimulante. Além disso, o projeto reforçou a valorização do trabalho intelectual do professor, destacando que a tecnologia pode ser um suporte eficiente, mas que a curadoria e a análise pedagógica são indispensáveis para garantir a qualidade do ensino”, afirmou.

Para a professora, o Consórcio STHEM teve um papel crucial na formação e no aprofundamento do conhecimento sobre IA aplicada à educação. “Desde 2022, minha participação no Fórum tem sido enriquecedora, proporcionando acesso a trabalhos e debates sobre inovação acadêmica. Contudo, o divisor de águas veio no X Programa de Formação, realizado entre maio de 2023 e março/abril de 2024. Essa formação foi essencial para entender a IA de maneira mais aprofundada e estratégica, especialmente com a colaboração da Arizona State University, que trouxe o tema: “Inteligência Artificial no ensino híbrido: a tecnologia potencializa a aprendizagem”. Os encontros presenciais foram repletos de aprendizado, oferecendo uma abordagem prática e teórica sobre o impacto da IA na educação”, conclui.

Formação de Professores

O relato de experiências “Educação empreendedora na educação médica e seu papel na construção de carreiras”, da professora Bruna Thalia de Lima Euzébio (Foto),  do Grupo Afya, em coautoria com os professores Daniele Salgado de Sousa, Diego Simeone Ferreira da Silva, Dioniso de Souza Sampaio e Vytória Cecilia Silva Nogueira, nasceu da necessidade de preparar os estudantes para os desafios do mercado profissional, indo além do conhecimento técnico e promovendo um olhar estratégico sobre a sua trajetória.

“A proposta central foi integrar conceitos de empreendedorismo, autonomia e planejamento de carreira, tornando os alunos protagonistas do próprio desenvolvimento. Na construção do trabalho, busquei metodologias que pudessem conectar a educação empreendedora à formação médica, promovendo reflexões sobre inovação, posicionamento profissional e gestão de oportunidades. A experiência foi enriquecedora, pois envolveu diálogos com docentes e análise de boas práticas para transformar a maneira como os alunos enxergam sua inserção no mercado”, relata Bruna Euzébio.

Entre os resultados do trabalho, a educadora destaca: “Maior conscientização dos alunos sobre a importância do planejamento de carreira na graduação; desenvolvimento de metodologias inovadoras que estimulem a autonomia e uma visão empreendedora no ensino médico; engajamento dos docentes na discussão sobre novas formas de preparação de futuros profissionais para um ambiente dinâmico; e reconhecimento institucional, recebendo a menção honrosa no XI Fórum” Segundo ela, “o apoio do STHEM fortalece a construção de projetos que impactam a educação de maneira significativa e rigorosa”.

Gestão

A mestra Maria Helena Azevedo Ferreira, recebeu menção honrosa com seu trabalho “Engajamento comportamental no EAD: um estudo dos pós-graduandos da área de educação”, da UnicCV, em coautoria com os professores Marcelo Bortotti Favero, Matheus Henrique Delmonaco. Ela diz que “o projeto chamado Sala de integração começou em 2022, no setor de pós-graduação, a partir da necessidade percebida de maior interação entre alunos e coordenadores dos cursos”.

Para ela, ficou definido que cada sala de integração corresponde a uma grande área. “A princípio identificamos os desafios e começamos o movimento de sensibilização dos alunos e das coordenações de curso, e o apoio da tutoria e do suporte administrativo foi fundamental neste processo. O primeiro passo após a aprovação do projeto foi a construção das salas de integração, sobre o que poderíamos colocar naquele ambiente e, principalmente, o que fazia sentido para um aluno que estava ingressando na pós-graduação, já que as salas de integração operam tanto no sentido da integração propriamente dita quanto na ambientação do aluno. Era algo novo na instituição e não tínhamos certeza sobre a adesão por parte dos alunos, já que a participação nunca foi obrigatória. Após essa definição apresentamos à coordenação o projeto, que passou por treinamentos para utilizar as ferramentas do ambiente na interação com o aluno. Nesse processo, destaco a importância do perfil docente no estabelecimento de novas práticas. Já havíamos implantado o recurso das comunidades no WhatsApp também, e o professor Welington Manzato, coordenador de cursos da área da educação, começou a criar conteúdos para estas comunidades, chamando os alunos a participar, e isso foi fundamental para aumentar o engajamento nas salas de integração”, afirma.

Os resultados, segundo Maria Helena, foram satisfatórios: “Considero que a articulação dos canais de comunicação, e em especial a geração de conteúdos por parte do coordenador e a instrumentalização da comunicação por parte da equipe pedagógica, impactou positivamente no que buscamos há três anos. Hoje são os alunos de pós-graduação da área de educação que mais movimentam a sala de integração evidenciando o engajamento por parte dos alunos e impactando positivamente em nossa retenção e estratégias de combate à evasão”, diz.

Para a educadora, “o Consórcio STHEM, especialmente por meio dos eventos que promove, abriu um espaço importante na reflexão sobre as nossas práticas institucionais. A articulação da teoria e prática por meio do relato de experiência nos permite construir um caminho sólido no que nos propomos a fazer em nosso dia a dia, seja conversando com outros profissionais do ensino superior ou fornecendo insights para melhorar ainda mais a jornada do aluno e sua experiência de aprendizagem aqui no UniCV”, relata.

A coordenadora de Ensino de Medicina do Grupo Afya, Flávia Aparecida Britto, recebeu o reconhecimento com o relato de experiências “Gestão curricular compartilhada: um trabalho inovador em escolas médicas”, em coautoria com Any Carolina Cardoso Guimarães Vasconcelos. Ela afirma que “o projeto nasceu da necessidade de integrar e qualificar o desenvolvimento curricular em suas escolas médicas, espalhadas por diferentes regiões do Brasil e que o desafio era criar um modelo colaborativo de gestão curricular que respeitasse as particularidades regionais, mas que também garantisse diretrizes comuns e qualidade na formação médica”.

Durante o processo de implementação, segundo ela, “vivenciamos uma experiência rica e repleta de aprendizados. Reunimos coordenadores de eixos (nacionais e locais), docentes, estudantes, especialistas em educação, representantes dos Núcleos Docentes Estruturantes (NDE) e da Diretoria Nacional de Ensino de Medicina em uma rede de trabalho articulada. A troca de experiências entre instituições e pessoas, o uso de tecnologias educacionais e a construção coletiva de soluções foram pontos altos do processo. Colocar o projeto em prática exigiu escuta, colaboração e inovação, fortalecendo o senso de pertencimento e responsabilidade entre todos os envolvidos”, diz.

Segundo a educadora, os resultados conseguidos até agora são expressivos: “Houve um aumento significativo no engajamento dos docentes que fazem parte das coordenações de eixo locais e nacionais, que passaram a atuar de forma mais integrada e propositiva. O NDE também ganhou força como instância consultiva e deliberativa, contribuindo diretamente para a qualidade dos cursos. Além disso, os alunos também passaram a ter maior voz e participação nas reflexões e decisões relacionadas à implementação do currículo”, ela conta.

Outro desdobramento do projeto salientado por Flávia Britto foi que “as mudanças curriculares passaram a refletir melhor as realidades locais, contribuindo para uma formação médica mais contextualizada e sintonizada com as demandas do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação continuada dos professores também foi potencializada, com a criação de espaços para troca de boas práticas e desenvolvimento profissional”, diz.

Para a educadora, “o Consórcio STHEM teve um papel fundamental, não apenas para a divulgação dessa iniciativa, mas também para estabelecer um espaço de trocas de conhecimentos e experiências. Com isso, pudemos observar outras ações exitosas desenvolvidas em todo o país e ter inspirações para aprimorar o trabalho que realizamos. Assim, o momento formativo oportunizado pelo STHEM nos ajudou a ampliar a nossa visão de que a gestão curricular precisa ser cada vez mais sistêmica, centrada no estudante e voltada para a transformação da prática pedagógica. A menção honrosa foi para nós um reconhecimento muito especial, porque simboliza não somente o sucesso de uma iniciativa, mas o esforço coletivo de dezenas de profissionais comprometidos com a melhoria da educação médica no país”.

O relato de experiência “Neurodiversidade no Ensino Médico: escuta, aproximação e ação pedagógica”,  desenvolvido na Faculdade de Medicina do ITPAC Porto Nacional, pelo professor Arthur Alves Borges de Carvalho, em coautoria com Gabriel Lino Ribas Sousa e Lays Macedo do Nascimento, surgiu a partir da necessidade de compreender mais profundamente como alunos neurodivergentes estão inseridos no contexto da educação médica e quais estratégias institucionais poderiam ser adotadas para acolhê-los e potencializar seus processos de aprendizagem.

“Durante o desenvolvimento do projeto realizamos entrevistas com alunos que generosamente compartilharam suas vivências acadêmicas, como o Gabriel e a Lays. Essas conversas revelaram não apenas dificuldades enfrentadas no cotidiano universitário, mas também diversas habilidades e formas singulares de aprender que estavam sendo pouco consideradas nos formatos tradicionais de ensino. A experiência foi profundamente enriquecedora e sensibilizadora tanto para mim quanto para os demais docentes e gestores envolvidos e contribuiu para instaurar uma cultura de escuta ativa e respeito às diferenças cognitivas na faculdade”, conta Arthur.

Os principais resultados, segundo o professor e coordenador do projeto, “se materializaram em mudanças práticas e simbólicas dentro da instituição. Conseguimos incluir de forma mais consistente a discussão sobre neurodiversidade nas pautas pedagógicas da IES, estimulando debates entre professores, coordenações e núcleos de apoio ao estudante. Isso repercutiu na adoção de ajustes metodológicos, acolhimento institucional e uma maior abertura para pensar processos avaliativos mais equitativos. Além disso, o projeto estimulou a criação de ações contínuas voltadas ao acompanhamento de estudantes neurodivergentes e ao fortalecimento de políticas de inclusão. A neurodiversidade passou a ser tratada não como um desafio isolado, mas como parte estruturante de uma formação médica mais ética, empática e plural”, ele afirma.

Segundo o educador, “participar do STHEM não só impulsionou a visibilidade da temática da neurodiversidade na faculdade, como também promoveu interesse, engajamento e motivação de toda a comunidade acadêmica para se aprofundarem no tema. O reconhecimento com a menção honrosa representa muito mais que um prêmio, valida o esforço coletivo em construir uma educação médica mais inclusiva, humanizada e alinhada às necessidades reais dos estudantes”, ele destaca.

Internacionalização

Marileia Chaves de Andrade, com seu trabalho “Boas práticas de internacionalização: alinhamento entre setores-chave como fator determinante para o avanço”, também obteve menção honrosa. Trata-se de uma iniciativa colaborativa entre o Núcleo de Internacionalização (NIMA), o Núcleo de Pesquisa (NUP) e a Coordenação de Pesquisa, Extensão, Internacionalização e Inovação (COPEXII) da Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIT), localizada no sul de Minas Gerais.

“O objetivo do trabalho foi promover o engajamento de professores e acadêmicos em eventos de internacionalização, fortalecendo a formação científica e incentivando a publicação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) em Anais de eventos internacionais. A experiência foi enriquecedora, desafiando os coordenadores a desenvolverem múltiplas ações para destacar a importância da pesquisa e da internacionalização na formação profissional e acadêmica. A colaboração com o setor de divulgação e marketing da instituição também foi fundamental para amplificar o impacto do projeto”, conta Marileia Andrade.

Segundo ela, “o projeto de ação integrada foi ampliado pelo Regulamento da Pesquisa da FMIT, que tem como modalidade a defesa não pública do TCC. O sorteio para pleitear essa modalidade é a apresentação prévia dos resultados em um evento científico internacional. Nesta proposta, acadêmicos submetem o TCC em formato final, juntamente com a comprovação de apresentação do trabalho em um evento internacional, a uma banca composta por dois avaliadores que emitiram um parecer Adhoc. Com essa prerrogativa, o NIMA juntamente com o NUP (que coordena o TCC na FMIT), apoiados pela COPEXII, promoveram uma ação integrada que incentivou os acadêmicos a subdividir seus TCCs em eventos científicos internacionais, como o ‘Afya Global Meeting’, para pleitear a defesa não pública do trabalho. Em 2024, essa iniciativa resultou em um aumento expressivo da produção científica docente e discente, resultando em 68 resumos publicados em Anais de eventos científicos. A ação não apenas facilitou o processo de defesa dos TCCs, mas também abriu novas perspectivas de engajamento da comunidade acadêmica em eventos e publicações internacionais”, relata a mestra.

Marileia de Andrade diz que “o reconhecimento dado pelo Consórcio STHEM fortalece a visibilidade da proposta dentro da IES, impulsionando o engajamento da comunidade acadêmica e contribuindo para a consolidação de ações integradas”.

Ações junto à comunidade

A coordenadora do curso de Direito da UNISUAM, Patrícia Bordilhão dos Santos Barbosa, com seu trabalho “Relato de Experiência: Clube Caixa de Pandora”, em co-autoria com a professora Rejane Pimenta Pereira, também foi agraciada. Ela destaca que o projeto é uma extensão do Clube do Livro. “Caixa de Pandora nasceu em 2024 da necessidade de fomentar o hábito da leitura e promover o senso crítico, sobretudo em torno das questões de gênero e dos direitos das mulheres, por meio de uma abordagem transdisciplinar. O projeto foi voltado à comunidade do entorno da UNISUAM, localizada no bairro de Bonsucesso e adjacências no Rio de Janeiro”, ela diz.

Durante o desenvolvimento do trabalho, segundo ela, “o Clube se consolidou como um espaço acolhedor, de escuta e partilha entre estudantes extensionistas e a comunidade externa. Os encontros presenciais e os debates literários permitiram a aproximação entre o Direito e outras áreas do conhecimento, como a Literatura, a Sociologia e a História, contribuindo para uma formação cidadã crítica e sensível à diversidade. A experiência foi enriquecedora, pois possibilitou a vivência prática de saberes, o exercício da empatia e a valorização da pluralidade de vozes e narrativas femininas”.

Patrícia destaca também os resultados obtidos pelo impacto social e acadêmico do projeto: “Houve a manutenção e a produção de conteúdo contínuo no perfil do Instagram (@clubecaixadepandora), onde foram compartilhados, além de reflexões e indicações de leitura, trechos de obras e materiais produzidos pelos participantes. Tivemos três encontros presenciais abertos à comunidade realizados ao longo do semestre, com ampla divulgação nas redes sociais, todos voltados à discussão de obras literárias relacionadas à temática dos direitos das mulheres. E confeccionamos e instalamos um banner temático na Sala Lilás do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da UNISUAM, em Bonsucesso, consolidando o projeto como parte do espaço institucional. Também elaboramos um paper virtual com os principais resultados, reflexões e contribuições do projeto, disponibilizado gratuitamente no Instagram do Clube, ampliando o acesso ao conteúdo e garantindo sua perenidade. Essas entregas demonstram o comprometimento com os princípios da extensão universitária, promovendo o diálogo entre saberes acadêmicos e populares, com foco na transformação social”, relata.

Para Patrícia Barbosa, “o reconhecimento com a menção honrosa representa não apenas um mérito institucional, mas o reflexo de um projeto comprometido com a transformação social por meio da educação. Demonstra, também, como a formação proporcionada pelo Consórcio STHEM potencializa o protagonismo estudantil e docente, incentiva práticas interdisciplinares e valoriza iniciativas que colocam a universidade a serviço da sociedade”.